Naquele tempo andava Jesus pela Galileia espalhando a sua doutrina, visitando aldeias e feiras. Certo dia, ia pela estrada de Cafarnaum a caminho de Jericó, quando encontrou Zebedeu. Cumprimentaram-se e Jesus perguntou:
- Para onde vais Zebedeu?
- Vou à feira de Jericó – respondeu.
- Também me dirijo para lá. Caminhemos juntos então.
E lá seguiram os dois por aquela poeirenta estrada a caminho de Jericó. A certa altura, Jesus reparou que do lado da estrada em que seguia Zebedeu, estava caída no chão uma velha ferradura perdida por algum burro, pelo que lhe disse:
- Apanha essa ferradura, Zebedeu, que ainda nos pode fazer jeito.
- Não vale a pena Senhor, está velha e ferrugenta.
Jesus nada disse; deixou seguir Zebedeu e sem que ele visse, baixou-se, apanhou a velha ferradura e guardou-a rapidamente na algibeira do gibão.
- Para onde vais Zebedeu?
- Vou à feira de Jericó – respondeu.
- Também me dirijo para lá. Caminhemos juntos então.
E lá seguiram os dois por aquela poeirenta estrada a caminho de Jericó. A certa altura, Jesus reparou que do lado da estrada em que seguia Zebedeu, estava caída no chão uma velha ferradura perdida por algum burro, pelo que lhe disse:
- Apanha essa ferradura, Zebedeu, que ainda nos pode fazer jeito.
- Não vale a pena Senhor, está velha e ferrugenta.
Jesus nada disse; deixou seguir Zebedeu e sem que ele visse, baixou-se, apanhou a velha ferradura e guardou-a rapidamente na algibeira do gibão.
Chegados à feira cada um foi à sua vida, não sem antes terem combinado uma hora e lugar para se encontrarem e encetarem a viagem de regresso a casa. Perto da hora do regresso Jesus foi a um velho ferreiro, vendeu-lhe a ferradura que tinha encontrado por 5 piastras e com esse dinheiro comprou um saco de lindas cerejas que guardou para comer no caminho.
A caminho para casa Jesus seguia na frente seguido por Zebedeu, que era um homem um bocadinho gordo de mais, e a quem o calor que fazia provocava muita sede. Foi então que Jesus começou a comer as suas cerejas, sem que o companheiro que vinha atrás se apercebesse. Comia uma ou duas e disfarçadamente deixava cair outra no chão.
O pobre Zebedeu que o seguia esbaforido e com sede, de cada vez que via aquela cereja que Jesus tinha deixado cair vermelhinha e a brilhar ali no meio da estrada, baixava-se, apanhava-a, limpava-lhe o pó na dobra do gibão e engolia-a sofregamente. E esta cena foi-se repetindo vezes sem conta, até se esvasiar o saco que Jesus tinha comprado. Quando acabaram as bonitas cerejas, Jesus parou, virou-se para trás e disse:
- Estás a ver Zebedeu... Aprende que eu não duro para sempre. Não te quiseste abaixar uma vez para apanhar a velha ferradura, e agora tiveste de te abaixar uma quantidade de vezes para apanhar as cerejas que eu tenho deixado cair e que foram comprados com o dinheiro da sua venda ao velho ferreiro.
Consta que ainda hoje, o mais lindo pomar de cerejeiras que se encontra na estrada que vai de Jericó para Jerusalém, terá sido plantado pelo velho Zebedeu depois desta viagem.
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