terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um conto de Natal.

Era uma vez num mundo muito distante. Nesse mundo os habitantes eram pequenos duendes, orelhas bicudas e verdes tal como o seu corpo. Apesar de terem o corpo verde estavam cobertos de borbulhas vermelhas e esponjosas.

A sua aldeia era pequenina tal como eles. Não havia carros, só bicicletas e patins e por isso a aldeia deles não estava poluída.

O natal chegou e ainda estavam duendes na praia a fazer castelos na areia, a lançar o papagaio e alguns até a surfar. Todos estavam felizes mas um pouco preocupados a pensar que não ia haver natal.

No dia seguinte as pessoas chegaram a praia e viram o pai natal a surfar.

-Oh! Oh! Oh! Pessoal, venham para a água, surfar comigo. Vai ser demais! – disse o Pai Natal - Oh! Oh! Oh! Melhor que dar presentes é surfar na crista da onda.

-Pai natal tem que dar os presentes! Se o senhor não os der não vai haver natal!

-Isso agora não me interessa fala ai com a mãe natal.

-Oi pessoal, gostam do meu biquíni? – Gritou a mãe Natal.

-Não! nós gostamos de si vestida de vermelho!

-Ok pessoal se me querem de vermelho, vou mudar de biquíni!

-Não, nós queremo-la com o fato de mãe natal.

-Ó meninos com este calor não me vou vestir assim. Vocês são malucos!?

-Oh! Oh! Oh! Pessoal, venham mas é surfar comigo vai ser radical!

-Não senhor, nós vamos para casa jogar consola.

-Ok, adeus! Vocês não sabem aproveitar o que é bom!

Passado algum tempo…..Toc … toc..toc…

- Quem é?

-Sou eu o pai natal. Parti uma perna e um braço e preciso da tua ajuda para distribuir os presentes.

-Mas julgava que não os queria dar, nem fazer!?

-Devias perceber a minha situação. Passo todo o meu tempo a fazer presentes para as pessoas e a ler cartas enormes que as vezes parece que não têm fim. Passo eternidades na fábrica dos brinquedos. Por vezes pensava que nunca mais ia sair de lá. Então um dia decidi vir passar férias aqui nesta pequena aldeia. Sabes aqui é bem diferente do pólo norte. Lá esta muito frio ao contrário de cá.

-Desculpe pai natal gostava de o poder ajudar mas não tenho poderes como o senhor. Não ia conseguir guiar o trenó. São demasiadas responsabilidades e eu ainda sou um duende de onze anos.

-Isso não importa a primeira vez que eu conduzi um trenó foi quando tinha dez anos .Foi no meu dia de aniversário. O meu pai já tinha um trenó muito velho então comprou um novo para mim. Nesse dia fiquei muito entusiasmado e pedi-lhe que me ensinasse a andar. Desde ai que sou o pai natal.

E agora já queres ser o pai natal este ano?

-Vou pensar no seu assunto. Mas só uma pequena pergunta, onde é que o senhor vai ficar?

-Eu vou ao teu lado a dizer-te por onde tens que ir. E a mãe natal vai lá atrás a segurar nos presentes.

- Ok! Até amanha.

No dia seguinte, o duende já estava no trenó quando se lembrou que quando fosse ajudar o Pai Natal, a sua mãe já estaria à sua espera para a Seia. O duende resolveu, então, perguntar ao Pai Natal o que fazer.

O Pai Natal coçou as barbas à procura de uma solução, mas a tarefa parecia muito difícil. De repente qualquer coisa muito estranha aconteceu. Todo o ar ficou brilhante e cheio de poeira. Todos tossiram muito.

-Cof , cof , cof – fez o pai Natal – Que se passa aqui?

O pequeno duende que também estava todo empoeirado espirrou com tanta força que levantou uma nuvem daquele pó estranho.

-Tem cuidado - disse o Pai Natal – assim sujas-me todo.

Rapidamente foram à janela tentar perceber o que se tinha passado. Assim que encostaram a cabeça aos vidros todos se riram muito. Estava também colada aos vidros, mas do lado de fora, uma Rena de Nariz verde cheio de bolhas vermelhas e esponjosas. O pai natal percebeu logo que estava ali a solução para o problema do pequeno duende que tão simpaticamente o tentou ajudar. Claro que numa só noite e em tão pouco tempo o Pai Natal não conseguiria entregar tantos presentes em tantas casas diferentes. Tinha que haver um mistério do Natal.

- Ah! Há tantos anos que entrego prendas que até me esqueço que para tudo é preciso ter magia e a creditar com o coração.

O Duende olhava sem perceber nada mas o pai natal continuou ;

- Para se poder dar tanta felicidade aos outros temos que ser muito bondosos, como tu foste.

-Eu? – perguntou o duende que já não percebia mesmo nada da conversa.

- Sim, tu. Foste a única pessoa que aceitou ajudar-me numa altura em que todos querem é estar em casa. E só quando pensaste na tua mãe é que ficaste com um problema. Nunca pensaste em ti.

- Sim, mas e como é que se resolve? não percebo nada! Atchim…Atchim.. - e o duende espirrou de novo e fez o ar ficar outra vez cheio de pó.

-Cof ..cof .. cof – fez o velhote das barbas- Esta poeira toda é da rena do nariz verde. A rena da esperança e do amor. Ela veio para nos levar.

- Mas e a minha mãe?

- Não te preocupes, quando acabares de jantar sais da mesa para lavar as mãos. Nós vamos buscar-te e quando acabarmos de dar os presentes levamos-te outra vez para casa. E com o dom da rena e a tua bondade vais estar em casa antes ainda de a tua mãe perceber que saíste.

O duende aceitou e fez tudo com o combinado.

Foi o melhor Natal de sempre na aldeia dos duendes onde se faz surf mesmo no dia de Natal. E todos ficaram a saber que a maior magia do Natal é A BONDADE E A AMIZADE!

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